
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Natal

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A soma de elementos cotidianos reais (nunca vi um filme retratar tão bem o motivo de uma mulher voltar a se depilar, e de como uma mulher muda o figurino quando está apaixonada), com uma dose de irrealidade plenamente aceitável (se pode morrer das mais variadas bizarrices), torna o roteiro rápido, leve, bem-humorado e sobretudo, humanizado, cheio de sutilezas.
A gente começa a perceber qual vazio o cigarro preenche na vida da protagonista, e a ver como relacionamentos podem ser concebidos de forma oposta por homens e mulheres, e ao mesmo tempo, ver que muitas vezes, o medo de ficar só nos faz menos éticos.
Enfim, adorei o filme, principalmente a trilha sonora, deliciosa, cheia de Jorge Ben Jor...
Ah, ah, ah, que nega é essa
Prendada e caprichosa
É a nega que eu espero
Pra acabar com a minha solidão
domingo, 13 de dezembro de 2009

Triste é não chorar
Eu não suporto ver você sofrer
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
que era pra eu crescer
que assim não podia ser
que eu precisava padecer
para chegar ao Paraíso
Um dia alguém me disse
que era pra namorar
e que mesmo sem amar
eu deveria me casar
antes do segundo sol
Um dia alguém me disse
que só se ama uma vez
que devo acordar antes das seis
que o salário não dá pro mês
E que eu devia ganhar mais
Um dia alguém me disse
que eu não era bonita
que eu não estava bem na fita
que eu tomei mais margueritas
E que falei o que não podia
Um dia alguém me disse
que eu precisava ter isso
e aquilo, e depois disso
virei alguém que sempre escuta
o que alguém disse.
E decidi falar
o que estava na minha telha
debaixo da cadeira
em cima do edredom
tudo meio desarranjado
tudo meio esculhambado
e saindo do tom
Comecei a dizer
que eu não precisava padecer
que o paraíso era mais perto
que a cidade não é deserto
que eu podia sentir prazer
em ser, em viver, em ensurdecer
para as coisas que
alguém me disse.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Data pra comemorar

domingo, 8 de novembro de 2009
Reciclando...
O céu de ícaro tem mais poesia que o de galileu
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Eu hoje joguei tanta coisa fora
sábado, 7 de novembro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
"Eu sou contradição..."
De vez em quando, aliás, de vez em sempre, alguém me diz :"Nem parece que é você". Essa frase geralmente vem em forma de desapontamento, ou surpresa, mas o fato é que muitas vezes eu mesma duvido que uma só Vivianne permaneça no comando durante boa parte do tempo. No dia em que criei este blog tudo o que eu queria era me encontrar debaixo das minhas várias máscaras, por isso o nome "Nu Canto". Queria me despir das minhas várias faces e descobrir quem eu era de verdade. Mas eis que até hoje, depois de 2 anos, cada post aqui tem uma faceta diferente. Ao invés de me reduzir a uma só, acabei me multiplicando por aqui.
E claro que para mim é estafante conseguir entender como posso ser tantas, sem ter uma grave perturbação mental. Possuo alter-egos tantos que posso até batizá-los com minhas profissões imaginárias, sai a Vivianne professora de Direito Previdenciário, entra a Oficial que cumpre mil mandados, chamo a escritora amadora,depois saio para pintar telas, virar artista circense com Renan, falar sobre Nietzsche, cantar Vanessa da Mata, ouvir Beatles e Funk Carioca quase ao mesmo tempo em que escrevo um artigo sobre a nova lei da adoção, penso em me candidatar a vereadora, enquanto estudo pra ser delegada ou psicóloga, e vou na Escola Freudiana ouvir palestras. Isso tudo pode ser visto em 5 minutos no teatro delivery da minha vida.
Pode até ser que seja culpa da minha "mente inquieta" (fui diagnosticada uma vez como tendo DDA- distúrbio de défict de atenção, mas nunca tomei ritalina, diga-se), mas acho que quase todo mundo é assim, múltiplo.
Um dos meus poetas favoritos descreve tal sensação de forma irretocável, no poema "Tabacaria":
"Não sei quem sou, que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor,eu sinto-me vários seres.Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente,como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço. "
No quadro abaixo, o artista plástico vai além de Fernando Pessoa e, na tela, demonstra que o poeta é múltiplo, isto é: a fragmentação pessoana teve a sua expressão máxima com a criação dos heterônimos, destacando – se destes – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis – que são os mais representativos e estão representados no quadro.

E ainda não somos únicos, apesar de "múltiplos". O artista Phillip escreveu de forma eloquente:
Depois de ver tantas pessoas dentro de mim brigando pelo posto do meu "eu" verdadeiro, eu poderia até parafrasear Herbert Vianna e cantar "Se eu queria enlouquecer, esta é 'a chance' ideal..." , mas penso que o melhor caminho é aceitar nossa multiplicidade e tentar fazer com que elas tenham algum traço em comum. Talvez seja este traço que nos define, como gostam os arquitetos. E pra deixar meu traço neste post, eu lembro do único que conhece todas as minhas personagens e ainda assim, me faz ser única.
domingo, 25 de outubro de 2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Só para mulheres II
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
"Os sábios iogues dizem que a dor da vida humana é causada pelas palavras, assim como toda a alegria. Nós criamos palavras para definir nossa experiência, e essas palavras trazem consigo emoções que nos sacodem como cães em uma coleira. Nós somos seduzidos por nossos próprios mantras (Eu sou um fracasso... Estou só... Sou um fracasso.,. Estou só...), e nos transformamos em monumentos a esses mantras. Passar algum tempo sem falar, portanto, é uma tentativa de se desvencilhar do poder das palavras, de parar de nos asfixiar com as palavras, de nos libertar de nossos mantras sufocantes."
Do meu livro favorito, de Liz Gilbert. Aqui tem uma amostra grátis pra quem quiser lê-lo em pdf:http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/20070308-comer_rezar_amar.pdf
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
"Hic et nunc"
sábado, 3 de outubro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Dia
Veio em forma de luz, como um vaga-lume
a iluminar a noite cinzenta e triste
Me acordou com perfume de casa limpa
Depois, passou entre meus pés
com os pêlos do bichano a me fazer cócegas
Não satisfeito, me fez comer macarrão
E escrever uma carta pedindo perdão
E me livrou de ambas as culpas
Deus hoje me falou em vozes femininas
talvez as taurinas sejam a força
de que o mundo precisa
Ainda que eu desconfie da posição das estrelas
e do Cosmos nisso tudo
Literário,Deus me fez ler alguns trechos de livros
para acalmar o terremoto que estava por vir
Me abriu os olhos para os evangelhos contemporâneos
aqueles que não estão na Bíblia
mas invadem livrarias
em forma de prosa e poesia
Deus me fez pensar que após a plenitude
pode (e há de) vir o declínio
Mas isto não se tornará um hábito
Porque alcançarei um equilíbrio
Deus me disse hoje, quase sussurrando,
em forma de canção do Bon Jovi,
mas ao invés do "I´ll be there for you"
Ele me diz: "Eu estou aqui por você."
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
"Ser feliz é questão de vontade, sim"

terça-feira, 1 de setembro de 2009
Gente Fina... (Martha Medeiros)
Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa.
Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação.
Todos a querem por perto.
Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões, quando necessário.É simpática, mas não bobalhona.
É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados: sabe transgredir sem agredir. Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana.
Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho.
Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar.
Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia.
Gente fina não julga ninguém - tem opinião, apenas.
"Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera."
O que mais se pode querer? como o próprio nome diz, não engrossa.
Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros.
Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra.
Gente fina é que tinha que virar tendência.
Porque, colocando na balança, é quem faz a diferença.
sábado, 29 de agosto de 2009
As coisas boas
“Acho nosso momento tristíssimo. Mas vejo muita gente fazendo coisas positivas, jovens ou velhos com esperança, pessoas espalhando o bem.”
Acho nosso momento tristíssimo. Até jornais estrangeiros importantes, que em geral não nos dão bola, registram os fatos que andam ocorrendo no Senado e em outras instâncias solenes como “coroamento da corrupção brasileira”. A impressão que se tem, que eu tenho, é que ninguém anda fazendo grande coisa, ou pouca gente faz alguma coisa para melhorar. Escrever que “ninguém faz nada” é uma hipérbole literária, é como dizer, sem realmente querer dizer isso, “morri de ódio”. Acho, sim, que muitos responsáveis não fazem nada, ou fazem o mal: desviam ou aplicam de maneira irresponsável dinheiro destinado aos pobres, desprezam a educação e a cultura, cospem na saúde, enganam uma montanha (não, um verdadeiro Everest…) de gente que merecia coisa melhor.
Mas também vejo muita gente fazendo muita coisa positiva, gente querendo acertar, jovens ou velhos com esperança, pessoas espalhando o bem. Cada vez que um de nós é leal com alguém, faz uma coisa boa; cada vez que respeitamos o outro com suas diferenças, seus dramas e necessidades, fazemos uma coisa boa. Cada vez que somos decentes em vez de perversos, cada vez que cultivamos compreensão e respeito em lugar de rancor, cada vez que somos carinhosos, alegres, solidários, fazemos coisas muito boas.
Cada vez que um jovem estuda, trabalha, e se constrói como pessoa produtiva e positiva, faz algo muito bom. Cada vez que um pai presta atenção no filho, cada vez que uma mãe é dedicada sem depois cobrar isso, fazem uma coisa boa. Cada vez que alguém fuma seu último cigarro, bebe seu copo derradeiro, cheira sua ultimíssima carreirinha e dá o primeiro passo numa nova vida, faz uma coisa maravilhosa. Sempre que alguém recusa uma baforada de maconha, negando-se a homenagear os traficantes que amanhã vão matar seu filho ou trucidar seu amigo, está fazendo uma coisa muito boa.
Quando olhamos uma árvore na beira da estrada, a luz do sol num gramado, a chuva na vidraça, a criança observando um besouro, um bebê dormindo, um velho rodeado pelos filhos, estamos fazendo uma coisa muito boa; cada professor mal pago que atende com dedicação seus alunos, cada médico de uma saúde pública apodrecida que cuida com humanidade de seus doentes faz uma coisa muito boa. Sempre que uma mulher aproxima os filhos do pai mostrando que ele é um ser humano, está fazendo uma coisa boa; cada filho que abraça o pai que já não o pode sustentar faz uma coisa boa. O político que rema contra a correnteza permanecendo honrado faz uma coisa muito boa.
Fazem-se muitas coisas boas neste mundo, e por isso ainda não nos matamos. Por isso ainda estamos abertos ao belo, ao bom e ao outro. Por isso vale a pena viver. Mas, sinto muito, o ser humano é um animal predador: o desejo de destruir e arruinar coexiste em todos nós com a bondade, a decência, a dignidade. Que fazer? Somos assim. Se pudermos estar do lado do bem, querendo melhorar o mundo, viva! As coisas não estarão perdidas, a amargura não vai nos dominar, a sombra acabará fugindo da claridade, e continuaremos sendo, mais que feras, humanos. Mesmo quando alguém escreve sobre as realidades menos bonitas, elas não precisam prevalecer. E muita gente continuará fazendo muita coisa boa, aos 16 anos, aos 68 ou aos 86.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Drummond
Meu pai montava a cavalo,
ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia
Eu sozinho, menino entre mangueiras
lia história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala - e nunca se esqueceu
chamava para o café.
café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:- Psiu... não corde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito
E dava um suspiro... que fundo !
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
"Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço."
"A moral, propriamente dita, não é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como devemos tornar-nos dignos da felicidade."
(Kant)
sábado, 8 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Composição: Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Meu pai um dia me falou
Pra que eu nunca mentisse
Mas ele também se esqueceu
De me dizer a verdade
Da realidade do mundo
Que eu ia saber
Dos traumas que a gente só sente
Depois de crescer
Falou dos anjos que eu conheci
No delírio da febre que ardia
No meu pequeno corpo que sofria
Sem nada entender
Minha mulher em certa noite
Ao ver meu sono estremecido
Falou que os pesadelos são
Algum problema adormecido
Durante o dia a gente tenta
Com sorrisos disfarçar
Alguma coisa que na alma
Conseguimos sufocar
Meu pai tentou encher de fantasia
E enfeitar as coisas que eu via
Mas aqueles anjos agora já se foram
Depois que eu cresci
Da minha infância agora tão distante
Aqueles anjos no tempo eu perdi
Meu pai sentia o que eu sinto agora
Depois que cresci
Agora eu sei o que meu pai
Queria me esconder
Às vezes as mentiras
Também ajudam a viver
Talvez um dia pro meu filho
Eu também tenha que mentir
Pra enfeitar os caminhos
Que ele um dia vai seguir
Meu pai tentou encher de fantasia
E enfeitar as coisas que eu via
Mas aqueles anjos agora já se foram
Depois que eu cresci
Da minha infância agora tão distante
Aqueles anjos no tempo eu perdi
Meu pai sentia, sentia o que eu sinto agora
Depois que cresci
Meu pai tentou, tentou me encher de fantasia
E enfeitar, enfeitar as coisas que eu via
Romance

Não me diga nunca não
quinta-feira, 23 de julho de 2009
(Re) pensando.

"E se um dia ou uma noite se alguém se esgueirasse na tua mais solitária solidão e te dissesse: Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes. E não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande na tua vida há de retornar a ti, e tudo na mesma ordem e sequência."
1) Será que a vida que eu vivo hoje, eu gostaria de revivê-la indefinidamente, do mesmo jeito? Se a resposta for positiva, ótimo; se negativa, é bom repensar nossas escolhas.
2) E por falar em escolhas, o que eu faço diante de acontecimentos que se repetem ao longo da minha vida? Deixo tudo acontecer ciclicamente, repetindo os mesmos padrões (e os mesmos resultados, diga-se) ou tenho coragem suficiente de fazer novas e diferentes escolhas, tendo atitudes novas diante de velhos cenários?
3)As escolhas que fazemos por meio de nossas atitudes costumam sempre voltar para nós. O que fazemos de bom, sempre volta em forma de um bem maior; e o que fazemos de ruim, segue a mesma lógica?
Bom, o que devemos pensar é que temos a possibilidade extraordináriade não sermos escravos do passado (até porque, se mentalizarmos que tudo será igual, fatalmente será, acredite), de podermos, através de uma situação atual, entendermos nossas atitudes anteriores, reinterpretando o fato e recriando nosso próprio passado, retirando mágoas que já não existem e pesos que não nos servem mais.
E aí é que surge a chance de se fazer novas escolhas diante de situações semelhantes que "retornam" a nós. E assim, recriamos nosso passado, sendo autônomos ( no dicionário, uma ótima definição: "quem se governa"!) no presente, e moldando o nosso futuro a ponto de nos fazer desejar viver esta mesma vida quantas vezes nos for permitido.
E eu diria que essa mistura de livre-arbítrio e determinismo nos faz verdadeiramente felizes, felicidade essa que nasce da certeza de estarmos no caminho que escolhemos e não que a "vida" escolheu!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
"O que eu quero...(desa) sossego"

p.s 2: Pra quem quer entender, pela poesia, o que se passa, o "livro do desassossego" , obra ímpar de Fernando Pessoa é ótimo. Pela "prosa", "Mentes Inquietas", da psiquiatra (sim!!!) Ana Beatriz Barros, é a pedida.
A miséria do meu ser,
Do ser que tenho a viver,
Tornou-se uma coisa vista.
Sou nesta vida um qualquer
Que roda fora da pista.
Ninguém conhece quem sou
Nem eu mesmo me conheço
E, se me conheço, esqueço,
Porque não vivo onde estou.
Rodo, e o meu rodar apresso.
É uma carreira invisível,
Salvo onde caio e sou visto,
Porque cair é sensível
Pelo ruído imprevisto...
Sou assim. Mas isto é crível?
(Fernando Pessoa)
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Barbárie e caos.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
E quem quiser mandar e-mail pra elogiar, esculhambar, pedir conselho, mal falar, fofocar, ou mandar textos para publicar aqui tb pode: viviannefreitas2@hotmail.com.
Verdade e Liberdade

sábado, 27 de junho de 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009
Viu, sem ver, o rapaz
Mas abriu um olho e percebeu
Que ele não estava lá
O outro olho se recusou
a se abrir pro outro caminho

preferia ficar sozinho
mas continuava tristonho
e perseguiu no sonho
a volta do amado
ele tava do outro lado
do olho que se abriu
E a moça ficou tonta
sem saber o que fazer
se ia pra trás ou pra ponta
quase a enlouquecer
e depois de tanta prosa
uma pomada ofereceu
oferecia muita reza
se a Santa lhe curasse
que uma solução mostrasse
pro problema que surgiu
que o problema era esperar
pra ser feliz pra sempre
A moça precisava urgente
ver só o que lhe bastava
só assim a paz lhe alcançava
e ela ficou toda contente
queria ver o balão que subiu
que chamaram de esperança
e que nem uma criança
a moça chorou e sorriu
e nem lembrou mais que sentiu
aquela dor, enfim, passou.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Nu TOP!

terça-feira, 16 de junho de 2009
(C.F.Abreu)