quarta-feira, 12 de agosto de 2009


Às vezes fico me perguntando como nós, pobres seres humanos mortais, podemos ter a chance de nos transfigurar em seres divinos e eternos pela força do amor.
Quando vejo essa foto da minha irmã em um nítido gesto de amor com meu (lindo!) sobrinho, fico me perguntando se precisamos mesmo de um paraíso longíquo e ilusório para experimentar a eternidade.
O amor nos faz melhores, nos faz diferentes e ao mesmo tempo, tão iguais. Quando me sinto triste ou sem perspectivas de futuro, lembro que talvez a minha grande possibilidade no mundo seja apenas experimentar esse sentimento, e isso faz toda uma existência valer à pena.
Quando lembro de Renan e começo a desejar profundamente que ele seja saudável e feliz por todo o tempo em que ele estiver nesse mundo, fico pensando que naquele instante em que só desejo a felicidade de outra pessoa, o amor se torna real e concreto, capaz de me fazer chorar sem motivo, ou que este motivo seja um fim em si mesmo: o amor. E acredito no amor não como um substantivo, mas como verbo- amar- que surge nas atitudes e nos nossos gestos mais simples.
E é maravilhoso poder observar que cada um descobre o seu próprio jeito de amar, como naquele poema da Adélia Prado em que ela descreve uma mãe muito braba que nunca dizia que amava a filha, mas lhe penteava os cachinhos molhados antes da menina ir para a escola. E antes que eu chore lembrando de como minha mãe se parece com essa que Adélia descreveu, penso que talvez minha missão na vida seja justamente essa: perceber o amor ali, escondido pelos cantos.

6 comentários:

deynaleao disse...

Perfeito! Me sinto assim também...uma figurinha pequena chegou na minha vida e me mostrou que eu tenho em mim sentimentos que eu desconhecia. Eu sabia o que era amar, mas não dessa forma. É assim que você sente? Post lindo. Guri lindo. Amor lindo. Beijos.

Felipe. disse...

Aprender amar, viver o amor, ensinar a amar , propagar sem limites.
Quando o homem tiver consciência que não há nada desse universo maior e mais importante que o amor, que precisamos urgente amar sem intitulá-lo utopia, nos livraremos dessa terrível prisão que a todos cega, corrompe a alma, entristece a vida, envergonha o mundo nos aprisiona por inteiro.
É esse amor que vc retratou...simples, forte, talvez escondido, tímido, ali, bem ao lado ou mais adiante...Não importa!O importante é amar.
Bjao.

Luana Magalle disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luana Magalle disse...

O mais importante do amor é isso mesmo: encontrá-lo escondido pelos cantos de cada ser e torná-lo eterno, através de pequenos gestos como ouvir, partilhar um "café" (leia-se: várias outras coisas) ou, simplesmente, pentear os cachinhos. ;-)

Um beijo!!!

Yve disse...

Realmente... o melhor amor até agora experimentado é o de tia para sobrinho e vice-versa...
Aquele galego está revolucionando aqui em casa e a gente nem se importa Vivis... hehehe
Bjos!

Chris Tomaz disse...

Que foto linda, Vivi!!!

Das palavras, nem tenho o q falar, elas falam por si só...

bjooo