sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Maricota

Acabo de chegar do aeroporto, fui me despedir de Mari, minha grande amiga que foi embora para o Canadá. De repente, o avião subiu e foi pintando o céu de cinza. Acho que meu coração gostou da idéia e também foi descolorindo. Aí, como um efeito dominó, a cor dos meus olhos foi sendo lavada por uma água densa, que teimava em não deixar mais nenhuma manchinha castanha nos coitados. Mas foi até bom lavar tudo, porque aí eu pude enxergar as estrelas. Cada uma com seu brilho, formando uma constelação que só é bonita porque é complexa,indeterminada, infinita. Acho que a vida deve ser assim: uma constelação cheia de diferentes estrelas. Algumas brilham por muito tempo, outras precisam de mais espaço para conseguir encontrar sua luz, outras são estrelas cadentes que aparecem de vez em quando, só para iluminar nosso céu quando tudo está muito escuro. É,Mari. Já sinto falta da sua luz.Como diria aquele romancista Henrique Maximiliano Coelho Neto, "A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração."

Um comentário:

Mari disse...

oww amiga, o que fica no meu coracao eh a certeza de que eu tenho uma amiga fiel, e que aonde quer q eu esteja vai sempre querer o meu bem. Se cuida. bjos!