segunda-feira, 16 de junho de 2008


Fui visitar uma amiga ontem porque ela tinha levado um fora e estava péssima.

Ela tem um cachorrinho lindo, um yorkshire parecido com o meu saudoso Téo. Eis que fui acariciar o bichano e ele virou-se, arrogante e esnobe que só ele, como se dispensasse qualquer carinho. Um cachorro auto-suficiente, quem sabe. Minha amiga disse: "Ele é assim mesmo, não gosta que ninguém toque nele."

Achei esquisito, mas nem liguei. Sou do tipo contra o amor (ou afago) platônico. Saindo de lá, fui à praia e logo que sentei, pra ver o mar, um cachorrinho veio aos meus pés. Ficou fazendo chamego, e quase pedia pra ser alisado ("-aqui,moça,na nuca..."). Alisei, meio com medo de pulga, confesso, mas fiz um carinho naquele amigo do bêbado que dormia, profundamente, na calçada perto dali. O cachorro não saía mais de perto, Santo Deus! Tive que apelar para a mentira, que a gente só usa quando não tem coragem de falar o que sente (como eu ia falar: "-olha,cãozinho, vc é legal, mas eu não gosto de vc.Eu gosto de outro"?- o outro,no caso, é Sofia,minha gata- de quatro patas, faça-me o favor!).

Depois dessa cena,liguei pra minha amiga, que há esta altura já estava gastando a décima caixa de papel. Falei:"-Larga esse teu cachorro mané, vem ver o mar, que aqui tem um monte de bichano carente que só precisa de um dengo pra ficar caidinho,aos seus pés. E vc ainda pode esnobar, dizendo que tem um gato em casa!"

Bom, ela ficou melhor depois, e eu nem sei dizer exatamente o porquê...

Um comentário:

Franco disse...

Ahahahahahahahah Esse post foi ótimo.Acho que além do Doner ( meu filho) vou pensar em criar um gato, melhor dizendo , uma gata me casa ...rs
Bjão.