domingo, 9 de janeiro de 2011

Dear Friend,

O Blog estava de férias de mim ( porque é claro que todos os posts imagináveis sondaram minha cabeça durante todo este tempo) e enfim, voltamos a ser amigos um do outro. E foi justamente o fato de considerar o "Nucanto" como meu fiel amigo é que vim aqui escrever sobre o filme mais tocante e verdadeiro sobre amizade que já vi em toda minha vida: "Mary and Max".
Sei que sou bastante suspeita pra falar de filmes de animação, mas este é totalmente diferente daqueles da Pixar, cheio de cores e personagens cativantes. Em "Mary and Max", os desenhos são de massinha de modelar e o filme gira em torno de apenas três cores: marrom, branco e preto. Parece estranho e depressivo? É justamente por isso que é uma película marcante e profunda. Traz questões sobre a vida, cotidiano, amizade, medos, fobias, família, escolhas, vícios.
As perguntas que Mary, uma garotinha australiana de 8 anos linda, manda por correspondência ao seu único amigo, Max, um judeu novaiorquino de 44 anos igualmente solitário e que gosta do mesmo desenho que ela, faz com que surja não apenas uma nova (e única) amizade entre os dois, mas chega a dar o sentido que faltava na vida de cada um. É aquele sentimento de sentir que alguém nos entende, ou melhor, que entende o mesmo que nós: que o mundo é incompreensível.
Como disse o psiquiatra de Max, a vida é como uma calçada; pra uns, ela é pavimentada e lisinha, para outros, tem rachaduras, bitucas de cigarro e cascas de banana. E Max diz que, mesmo que a calçada dele seja mais rachada que outras, espera poder cruzar com a calçada de Mary algum dia, sua única e melhor amiga. Mais de vinte anos se passam até esse encontro, que encerra o filme cheio de emoção e lágrimas. Não me contive, portanto, e vim aqui, falar para meus amigos desse filme tão tocante e bonito, baseado em uma história real (o diretor teve um amigo de correspondência por muitos e muitos anos). Mas, atenção: assista o filme sozinho, ou com alguém que tenha alguma sensibilidade, de preferência, seu melhor amigo. ;)

Deus nos dá familiares. Ainda bem que podemos escolher nossos amigos”.
(Ethel Mumford)

4 comentários:

Edson Aparecido Morita disse...

Querida Vivianne, estive aqui no seu blog e tomei a liberdade de pegar emprestado uma foto que você postou algum tempo atrás, sobre as enchentes que teimam em surgir no país inteiro. Se você e seus amigos tiverem um tempo, de uma passadinha por lá que eu estarei esperando. advogadomorita.blogspot.com

Camila disse...

Há tempos não vinha aqui...
Vim hoje e me deparei com uma descrição linda, de um filme que já estou louca pra assistir, a história me tocou bastante...

E deu uma saudade imensa de uma pessoa que me entende: você!!

Amo vc!!! Beijos.

carol montenegro disse...

lindo!Tava com saudade dos seus textos...
bjos

@talitalima disse...

Eu assisti Mary and Max do jeito que voce disse: sozinha.
E melhor, o filme me marcou muito. Me deixei levar por cada cena, cada dialogo, cada questionamento, me identifiquei com a forma que os personagens pensavam.
Enfim, chorei litros e sai do cinema com a sensação de interagir com pessoas da mesma sensibilidade que a minha. Sensação que encontrar almas gêmeas que me entendessem. Meio viagem, meio impossível.