Pedi licença a Oswaldo Montenegro e transformei essa canção em oração diária, que repasso agora:
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
Amém.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
"Nunca é tarde demais para viver uma vida com propósito, significado, alegria e amor. Não importa quanto tempo você já tenha desperdiçado, nunca é tarde para retirar o melhor deste momento em que você se encontra. Não importa os erros do passado e o aparente retrocesso irreversível, nunca é tarde demais para seguir uma nova e correta direção. No momento em que você decide viver uma vida plena, o passado deixa de ter um poder controlador sobre a sua vida. Onde você está agora é exatamente onde você precisa estar. Com gratidão em seu coração pela jornada que o trouxe até aqui, tome a decisão de retirar o melhor de onde você está. Começando neste lugar onde você se encontra, você pode partir para a direção que desejar. Nunca é tarde demais para tomar a melhor de todas as decisões. Deixe para trás os desapontamentos, as frustrações, os retrocessos e as experiências negativas que você acumulou. Nunca é tarde demais para que – pela graça de Deus – você possa se tornar aquela pessoa real, autêntica, singular e preciosa que você realmente é." (Nélio Da Silva)
p.s: Obg pelo e-mail, Lua!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
L'aventure!

Definitivamente, uma das coisas que eu mais gosto na vida é alugar filme (sim, ainda existem locadoras!) e ver em casa, mesmo que seja em um sábado à noite, com a melhor companhia. Se for para assistir animação, eu me esbaldo. Porque, sem dúvida, há filmes belíssimos neste gênero, e que trazem uma mensagem capaz de classificá-los como verdadeiros "filosofilmes", do que simplesmente "desenho", como dizem.
Vi "Toy Story 3" no cinema e saí de lá com gosto de choro entre os lábios. Chorei muito, e de verdade. O filme foi feito para nós, adultos que, depois de 15 anos do primeiro "Toy Story", desejávamos ser surpreendidos pelo mesmo encantamento do passado, talvez desejosos de nos reencontrarmos com a criança que fomos e que não podemos mais ser. Mas, eis que "Toy Story3" foi feito não para nos encontrarmos com o que fomos, mas com o que somos!
Lições de lealdade, amizade, discussões sobre traumas e rejeições, sobre a passagem do tempo, de fases e até sobre a mortalidade, estão expostas ali, em um filme que emociona do começo ao fim. Sensação parecida e bem mais suave eu só tinha experimentado com "Ratatouille", um clássico para mim. Mas a Disney e a Pixar sabem como surpreender minha imaginação, e fazem outro filme que me fez chorar no sofá, neste último sábado: "UP- Altas Aventuras".
O filme começa já com a história de Carl e Ellie, e em menos de cinco minutos e sem nenhuma fala, numa das sequencias mais bonitas que eu já vi no cinema, a esperança de um amor pra vida toda aparece, ressoando, e como uma luz, nos arranca um suspiro e um sorriso, apesar do fim inevitável: Ellie morre.
Porém, Carl não desiste do sonho de ambos e parte para sua última (ou primeira?) aventura, como um último ato de amor e devoção à esposa. Leva consigo, por engano, um escoteiro mirim fofo, Russel, que não apenas será seu fiel escudeiro, como mudará o rumo da vida do homem de 78 anos.
A cena que mais me tocou é quando o velhinho consegue realizar seu sonho e, sentindo a presença da companheira, ao folhear seu antigo diário, descobre que chegou a hora de recomeçar. Procura outro sentido para viver e se desapega de tudo o que lhe era tão precioso, mas que não lhe servia mais.
A casa que não conseguia se mover de repente se liberta dos pesos que a prendiam, e sobe, fazendo o "Sr. Fredricksen", flutuar para o céu, a bordo de seu lar voador preso a balões que salvarão seu amigo mirim e o libertarão para sempre, em uma metáfora perfeita da vida e de seus recomeços, onde novo e velho se unem e se completam, em uma beleza quase poética.
Depois do filme, falei pro meu pai: "O senhor tem que assistir esse filme", como uma sentença de sentido novo para a vida. Ele me responde: "Não gosto de desenho".
E quem falou em desenho?
Vi "Toy Story 3" no cinema e saí de lá com gosto de choro entre os lábios. Chorei muito, e de verdade. O filme foi feito para nós, adultos que, depois de 15 anos do primeiro "Toy Story", desejávamos ser surpreendidos pelo mesmo encantamento do passado, talvez desejosos de nos reencontrarmos com a criança que fomos e que não podemos mais ser. Mas, eis que "Toy Story3" foi feito não para nos encontrarmos com o que fomos, mas com o que somos!
Lições de lealdade, amizade, discussões sobre traumas e rejeições, sobre a passagem do tempo, de fases e até sobre a mortalidade, estão expostas ali, em um filme que emociona do começo ao fim. Sensação parecida e bem mais suave eu só tinha experimentado com "Ratatouille", um clássico para mim. Mas a Disney e a Pixar sabem como surpreender minha imaginação, e fazem outro filme que me fez chorar no sofá, neste último sábado: "UP- Altas Aventuras".
O filme começa já com a história de Carl e Ellie, e em menos de cinco minutos e sem nenhuma fala, numa das sequencias mais bonitas que eu já vi no cinema, a esperança de um amor pra vida toda aparece, ressoando, e como uma luz, nos arranca um suspiro e um sorriso, apesar do fim inevitável: Ellie morre.
Porém, Carl não desiste do sonho de ambos e parte para sua última (ou primeira?) aventura, como um último ato de amor e devoção à esposa. Leva consigo, por engano, um escoteiro mirim fofo, Russel, que não apenas será seu fiel escudeiro, como mudará o rumo da vida do homem de 78 anos.
A cena que mais me tocou é quando o velhinho consegue realizar seu sonho e, sentindo a presença da companheira, ao folhear seu antigo diário, descobre que chegou a hora de recomeçar. Procura outro sentido para viver e se desapega de tudo o que lhe era tão precioso, mas que não lhe servia mais.
A casa que não conseguia se mover de repente se liberta dos pesos que a prendiam, e sobe, fazendo o "Sr. Fredricksen", flutuar para o céu, a bordo de seu lar voador preso a balões que salvarão seu amigo mirim e o libertarão para sempre, em uma metáfora perfeita da vida e de seus recomeços, onde novo e velho se unem e se completam, em uma beleza quase poética.
Depois do filme, falei pro meu pai: "O senhor tem que assistir esse filme", como uma sentença de sentido novo para a vida. Ele me responde: "Não gosto de desenho".
E quem falou em desenho?
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