terça-feira, 11 de setembro de 2007

É só isso...

Dia cansativo,audiência longa, muito lenga-lenga discutindo nada. Mas foi bom. É bom sentir o dinamismo das coisas, ir à luta, sentir que estamos tentando chegar em algum lugar (bom, às vezes não) mesmo que no fim, as coisas não se modifiquem tanto. Mas o mais importante é a mudança, sem dúvida. Às vezes as mudanças pesam. É difícil viver só. Sem ter alguém nos dizendo o que e como fazer.Muita gente esquece que cresceu e acaba outorgando o poder de decisão a quem estiver mais perto, seja lá quem for.E a dependência faz com que o sujeito se acomode no lugar que está...Nada mais cômodo e natural.Prefiro o avesso, mesmo sendo tão custoso. Descobrir os próprios caminhos e quebrar a cara muitas vezes. As coisas prontas e decifráveis não têm graça. O caminho pré-determinado, seja pelos pais, amigos, sociedade, ou quem quer seja, nos conduz quase sempre aos mesmo lugares e a uma infinidade de vidas cheias de resignação. É estranho viver por aqui. Não sei como é a vida em outros lugares, mas,falando daqui, quase sempre as histórias são tão repetitivas que dá uma certa náusea. A gente acaba prevendo facilmente o 'grand finale' das coisas. Não sei bem porque estou escrevendo isso em tom subliminar (ou não?). Talvez seja porque ando cansada de nadar contra a maré. Parece que a vida repetida é mais confortável, dá menos trabalho. Eu juro que tentei. Mas não consigo viver assim...
-"Como vc está?"
-"Indo..."
-"Pra onde???"

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Dia frio

Martha Medeiros acertou em cheio...


"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um", duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Fiquei pra tia!!


Eu tô muito feliz. De verdade. Vamos vivendo e descobrindo sentimentos novos. Descobri hoje que vou ser tia de um menino! Caramba, que negócio bom! Parece que a vida ganha uma cor nova, diferente, meio alaranjada com amarelo, com pintinhas azuis e lilás, e umas listras verdes, meio "pop-up"! A gente vai aprendendo a viver. A saborear os momentos, a prestar mais atenção no que realmente importa, a intensificar as sensações boas. Quando minha irmã me ligou, a gente ficou meio sem saber o que dizer, já que ela é mãe e eu sou tia de primeira viagem. A voz dela embargou e a minha só fazia tentar mostrar meu sorriso de ponta a ponta, mas não foi possível,claro, porque eu não conseguia emitir um som audível! É engraçado como a vida se desenrola. Eu precisei ter, enfim, o meu quarto só pra mim para perceber o quanto minha irmã fazia falta nele. Também precisei brigar com meu irmão por uma tolice, ele se acidentar, eu ter medo de perdê-lo, e chegar no hospital chorando, dando um afago na testa dele, naquele silêncio que fala mais que qualquer palavra. É a ausência boa, que nos dá a real importância da presença. E como as presenças na minha vida são"presentes"! Êta, se fui triste não me lembro... ;)